Quarta-feira, Maio 24, 2006

Inclusão digital cria um novo mercado

A notícia abaixo tem uma coisa boa. Este projeto de várias empresas de telecomunicacao e tecnologia da informação tem uma chance de dar certo porque esta sendo pensando a partir das escolas públicas. Essa associação pode fazer com que toda essa tecnologia possa ser bem utilizada e tenha bons resultados.

O projeto também é comercial, mas de baixo custo. Esperamos que seja viável para quem precisa.

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De olho nos “excluídos digitais” dos países emergentes, mercado que pode responder por 47% das vendas de computadores em todo o mundo até 2009, empresas de telecomunicações e tecnologia da informação começam a investir em inclusão digital. A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (Abta) , em pesquisa encomendada à A2Z Marketing & Consulting , constatou a viabilidade de um modelo de negócios que une inclusão digital e oferta de serviços para as classes C e D.

Foram ouvidos alunos de 30 escolas públicas de 8 cidades-satélite de Brasília e foi constatado que todos acessavam a Internet, de duas a três horas por acesso, pagando de R$ 3 a R$ 4 por hora. Dos pais desses alunos, 50% também possuem familiaridade com o computador. Essas empresas estão de olho em um universo de 20 milhões de alunos matriculados na rede pública de ensino em todo o País.

A partir dessa pesquisa, empresas associadas à Abta estão desenvolvendo um programa auto-sustentável de inclusão digital a partir da plataforma MMDS. Sem fio e livre de limitações de infra-estrutura e cabeamento, ele é mais barato e possibilita uma área de cobertura de até 50 quilômetros. A idéia é criar centros de acesso em escolas públicas e oferecer serviços voltados à Internet em banda larga, em espaços fornecidos pelas escolas, para as comunidades em torno desses centros. Participam do projeto a TVA , 2ª maior operadora de TV por assinatura do País; o Grupo ITSA , associado do Grupo Abril que opera em Brasília, Goiânia e Belém; a Intel ; a ACOM , licenciada da Net (maior operadora do País) no Amazonas; e a TV Show , subsidiária da United Global Com , multinacional de TV a cabo que tem 4 milhões de assinantes.O projeto será totalmente custeado pela oferta desses serviços, inclusive os gastos com atualização dos sistemas e manutenção dos equipamentos. Segundo o presidente do grupo ITSA, Hermano Albuquerque, o custo para sua implantação é de R$ 6 milhões para 100 escolas, ou seja, R$ 60 mil por escola. Hermano afirma que o preço a ser oferecido para o acesso às comunidades ainda não está definido, mas pode ficar em R$ 2. “Há uma demanda impressionante: as pessoas não usam o sistema porque não têm acesso”.

O programa já funciona em 37 escolas, 4 em Brasília, 25 em Belo Horizonte e 8 em São Paulo, mas os serviços pagos ainda não estão implantados.

Segundo Hamilton de Lucca, diretor de novos negócios da TVA, “estudos confirmam que existe mercado nas classes mais baixas da população para um serviço de acesso a baixo custo”. Os números referentes a esse estudo não foram divulgados. Para Carlos Luzzi, diretor para assuntos corporativos da Intel , empresa que anunciou no mês passado investimentos de US$ 1 bilhão em inclusão digital, o mais importante é disponibilizar acesso à Internet para todos.

Segundo o diretor, no mundo há cerca de 6,5 bilhões de pessoas e apenas 800 milhões concentram 70% de todo o mercado de tecnologia.

O processo para incluir essas pessoas passa pela questão da conectividade. Luzzi afirma que é imprescindível desenvolver novas plataformas para facilitar o acesso.

Nesse sentido, a Intel, em parceria com a TVA, também está investindo no desenvolvimento da tecnologia MMDS, com objetivos de inclusão digital. As duas empresas anunciaram um projeto para levar a 300 escolas da rede pública em todo País acesso à Internet em banda larga nos próximos dois anos. internet

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