Quarta-feira, Julho 26, 2006

Inclusão digital cresceu 32,9% em maio no Brasil

Amigos,
Desconsiderem o uso incorreto de "inclusão digital" na notícia. Fiquem com a boa notícia de que as classes B e C estão conseguindo comprar seu primeiro computador. Agora só falta o dinheiro para a conexão em banda larga, educação suficiente para gerar conhecimento com a tecnologia que adquiriu, noções de cidadania para uma melhor participação política, etc...ou seja, só falta a parte mais fácil..;)

Correio do Brasil: "Inclusão digital cresceu 32,9% em maio no Brasil

Por Redação, com agências de notícias - de Brasília


Mais de 382 mil brasileiros compraram seu primeiro PC em maio. Segundo a consultoria IT Data, do total de computadores vendidos no quinto mês de 2006, 638 mil, 60% foram adquiridos por quem nunca havia comprado um desktop antes. Um crescimento de 32,9% em relação ao mesmo período de ano passado.

A pesquisa aponta que a maioria destes novos consumidores pertence às classes B e C. Estas parcelas da sociedade, segundo a consultoria, passaram a consumir computadores depois da redução de preços e da introdução de máquinas populares, graças à MP do Bem, que reduziu impostos sobre máquinas que custam até R$ 1,4 mil, e ao programa de financiamento do Governo Federal 'Computador Para Todos'. Ainda de acordo com o levantamento, os usuários domésticos brasileiros representam atualmente 40% do consumo de PCs com tendência de crescimento.

Outro fator observado pelo estudo no mês de maio foi que os notebooks cresceram em participação no mercado doméstico com a queda dos preços nos últimos 12 meses. Atualmente, os computadores de mão fazem parte do varejo e a venda deles deve crescer mais de 75"

Domingo, Julho 16, 2006

Governo proibirá dual-boot em PC subsidiado

 Governo proibirá dual-boot em PC subsidiado

Quando a discussão sobre a inclusão digital passar a ser carregada de ideologia, nao consigo ver quem ganha.

O programa de governo PC Conectado já vem com software livre instalado, mas agora o governo não dará aos consumidores o direito de instalar o windows standard edition. Afinal quais são os objetivos do programa de inclusão digital? Acabar com a microsoft ou permitir que o maior número de pessoas passe a participar da sociedade da informação?

É uma pena que o governo tenha tomado essa opção porque não é dessa forma que irá incentivar o uso do software livre. com o dual boot os usuários ficariam tranquilos em poder usar o sotware livre e poder instalar o windows se fosse necessário. Com essa decisão o governo força o uso do software livre. A pergunta é qual o objetivo dessa medida? Quem ganha com isso? certamente não é o cidadão que está querendo comprar o computador, pois essa medida diminui a sua possibilidade de escolha.

Acho que o software livre é importantíssimo para o desenvolvimento da inclusão digital quando ele se torna um instrumento de barateamento de custos para o acesso e uso das TIC´s. Mas quando se pretende obrigar o uso dele, mesmo quando existe outra opção, em nome da divusão da cultura livre, ou seja lá o que for, o foco deixa de ser no excluído digital e passa a ser a ideologia dos implementadores da política. O foco deixa de ser o uso do software para o desenvolvimento de quem irá utilizá-lo e passa a ser a imposição do que se acredita ser o melhor para o indivíduo.

Esse post está muito simples. Esse assunto é muito polêmico. Mas não tenho ânimo para discutir isso, porque acho que estamos trocando o fim pelos meios, quando nos detemos demasiado pelo

Quinta-feira, Julho 13, 2006

Tecnologia e Inclusão Social: a Exclusão Social em debate


Amigos,
Existe muito poucos livros sobre inclusão digital que valem a pena ler. Entretanto, recentemente foi traduzido um livro que é um dos melhores no assunto.

Trata-se do " Tecnologia e Inclusão Social" de Mark Warschauer. No livro o autor faz uma análise da relação entre inclusão digital e inclusão social. Para ele, é preciso mudar o foco, a ênfase, as políticas, a pesquisa, etc, do acesso para o uso das TIC´s dentro do contexto social. É preciso pensar mais nos objetivos da inclusão digital do que na tecnologia que a propicia.

Se você der uma olhada nos meus últimos posts vai ver que isso é algo apontado por vários outros autores e estudos. O destaque para o Mark é que ele escreveu isso em 2003. Ainda continuo achando um dos livros mais claros e convincentes nas críticas que faz.

Qualquer um que se interessa pelo assunto não pode deixar de tê-lo na sua biblioteca.

Pobreza Digital - Digital Poverty

Digital poverty

Amigos,
Achei um livro, disponível online no link acima, que discute o conceito de "Pobreza Digital. O que é pobreza digital? Deixe o próprio livro dizer:

"The concept of “digital poverty” does not frequently appear mentioned in discussions. “Digital divide” is the most frequently used concept, generally understood as measuring the inequalities in ICT access and in the use of ICT at the household or country levels. Contrary to the concept of digital divide, the digital poverty concept tries to find the minimum ICT use and consumption levels, as well as the income levels of the population necessary to demand ICT products."

Como não dá para falar tudo sobre o livro vou direto ao ponto. Ele procura discutir a relação entre desenvolvimento humano e as TIC´s. Propõe uma abordagem diferente da tradicional, que classifica os excluídos digitalmente entre os que têm acesso e os que não têm acesso às TIC´s. Ao invés disso estabelece níveis de pobreza digital. Para isso utiliza 4 variáveis que compõem o nível de conectividade de um determinado grupo social. As variáveis são:
  • A idade;
  • A capacidade funcional de utilização das tecnologias;
  • O nível educacional de quem utiliza;
  • e o nível de infra-estrutura disponível para sua utilização.

Abaixo tem uma tabela resumindo isso:


Ainda que em todo o livro, pobreza fique apenas na discussão econômica, sem incluir a questão da pobreza política (acho que já falei disso em outros posts e por isso nao vou repetir nesse por absoluta falta de tempo), a abordagem proposta já é um avanço em relação a outras. Vejam que existe uma promimidade com a construção do índice da ONU, conforme publiquei no último post. O livro utiliza muito os conceitos de desenvolvimento humano, conforme estão definidos nos relatórios da ONU.

Apartir de métricas como essas acima, o livro apresenta uma série de pesquisas feitas na América Latina e Caribe sobre pobreza digital.

Um dos capítulos que achei muito interessante também foi o que questiona a visão de que, como o mercado não vai investir em áreas rurais ou de baixa renda, a tarefa da inclusão digital fica restrita ao governo e a políticas públicas. Inclusive essa parece ser a visão corrente aqui no Brasil. O livro mostra que não é bem assim. Existem iniciativas auto-sustentáveis, envolvendo o setor privado, onde se está conseguindo sucesso na implementações de inclusão digital. Foi um dos poucos textos que eu li onde aparece essa preocupação e uma proposta envolvendo os três setores (governo, sociedade civil e setor privado)

Então fica a dica. O livro está disponível para download, clique no título do post par ir até a página.
abraço,
romulo

Sexta-feira, Julho 07, 2006

ITU Digital Opportunity Index (DOI)


ITU Digital Opportunity Index (DOI)

Amigos,
acaba de ser lançado pela ONU, mas especificamente pela UTU ( International Telecommunication Union) e pela UNTAD( Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) um documento importante para todos que acompanham e se interessam em estudar a Inclusão digital.

Foi divulgado o primeiro relatório com Indíce de Oportunidade Digital dos países. O que este índice vai procurar medir são os avanças que cada país está fazendo para promover a inclusão digital.

O índice é composto por 11 critérios técnicos, econômicos e sociais e procura medir a facilidade de acesso dos cidadãos de cada país às tecnologias da informação, além de como os habitantes aproveitam as oportunidades de desenvolvimento oferecidas.

Este é o fato. Agora aos comentários....;)

Eu ainda nao me debrucei sobre este índice e sobre como ele foi feito, então nada a dizer sobre a sua eficiência e confiabiabilidade. Pelo menos uma coisa interessante já é vista na concepção do índice. Vejam na imagem acima que ele é se preocupa não apenas com a infra-estrutura, mas também com o uso. Isso é importante para não deixar que os projetos de inclusão digital fiquem restrito ao acesso. Mas, agora, não é isso o mais importante, porque isso pode ser revisto e melhorado com o tempo.

Mais importante do que o índice em si foi o avanço de ter sido criado um. Como o índice tem a chancela da ONU e está atrelado às meta do milênio, será usado por governos, ongs e várias outras instituições para avaliar as ações, principalmente públicas, de promoção da Inclusão Digital.

A partir de critérios concretos cria-se marcos regulatórios para que todos os países possam se avaliar e saber onde precisam investir. Cria-se também critérios socialmente legitimados para que sejam cobradas as ações do governo, principalmente.

Em última análise, o índice tangibiliza o problema porque passa a medí-lo.

Daqui pra frente, acredito que será cada vez mais frequente a inclusão da Inclusão Digital (desculpem o trocadilho) nos programas de governo, nas metas sociais, etc. O problema entra num outro patamar de discussão e controle social.

abraço,
romulo

Segunda-feira, Julho 03, 2006

Acesso sem fio como politica pública

Amigos,

recebebi esta foto do meu amigo Ronaldo Clay. Acessso sem fio gratuito como política pública na cidade de Alexandria, EUA. Tem um site na placa para visitar.

Á medida em que o problema da inclusão digital for ganhando força política tenderá a se tornar política pública como educação, saúde, etc. Isso não quer dizer que será o único modelo viável, mas sem dúvida o governo exerce o papel de norteador e alavancador de projetos e programas como esse.

No site que está na foto eu encontrei o seguinte:

What is Wireless Alexandria?
Wireless Alexandria is a pilot project by the City of Alexandria, Virginia, to provide free wireless Internet access to the public in specific outdoor areas. The goals of the project are to:

Provide a convenient public service to users;
Stimulate economic development and tourism by drawing visitors to the coverage area; and
Promote Alexandria's image as a high-tech community ; and
Test the feasibility of wireless devices for municipal use.

Wireless Alexandria is believed to be the first wide area, free wireless Internet zone in the Washington, D.C. region, and the largest in Virginia.

abraço
romulo