Revista ARede - A luz das cidades digitais
A revista ARede fez uma matéria muito esclarecedora de como andam os projetos das cidades digitais no país. Algumas questões começam a se repetir nos projetos:
1. como vai se dá a sustentabilidade dos projetos?
As ações de inclusão digital, neste caso de uma cidade inteira digital, ainda encontram um modelo de financiamento do projeto. Ainda funcionam com "doações" de empresas privadas, aportes do governo federal, e uma e outra contribuição local. Mas, de fato, ainda é algo em construção.
Tendo a crer que, no fundo, ainda é falta de clareza, principalmente para o governo de incluir projetos como esse como uma política pública. Assim como se dá com escola, hospitais, estradas, etc. Isso não é algo simples de ser feito. Os arranjos políticos e legais para fazer isso ainda estão longe de acontecer. Nós agora é que estamos começando a ter um plano para educação, imagine....
2. Qual a concepção dos projetos?
Quando leio as matérias e artigos sobre esses projetos sempre procuro saber, quem está à frente? Se você prestar atenção vai notar que o viés tecnológico, por razões até óbvio, é muito forte. Então tem muita gente da ciência da informação, muito engenheiro, e muita gente da área técnica. Ah! sem esquecer a turma do software livre. Nada contra todos os técnicos, militantes e acadêmicos das áreas citadas, mas onde estão os sociólogos, os economistas, os administradores, os do serviço social, os antropólogos, os educadores e os psicólogos?
Não é que eles não esteja presentes. Você até encontra. Mas o que mais se vê é gente da ciência da computação tentando criar conselho gestor de telecentro!!!. Ou então acadêmicos da ciência da informação, treinando professores para usar o computador na educação!!!.
Há um claro desvio da esfera de conhecimento. Não é culpa de quem está fazendo. Estão tentando acertar e merecem os seus créditos por isso. Mas é preciso equilibrar a participação de profissionais de outras áreas do conhecimento nos projetos de inclusão digital. Há competências que precisam de profissionais com perfis diferentes. Sobretudo se o que se pretende é mudança social e não tecnológica. Se não o viés tecnológico acaba prevalecendo e o resto vem a reboque.
até,
romulo
Segunda-feira, Maio 14, 2007
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