Quinta-feira, Agosto 30, 2007
O garoto que desbloqueou o ipod
Eu assino Embaixo.
"O que garoto do iPhone nos diz?
George Hotz, um garoto de 17 anos morador de Nova Jersey conseguiu, com a ajuda de 4 amigos, desbloquear o seu iPhone. Ontem ele ganhou as manchetes de todo mundo. Deu até entrevista para o Jornal do Globo. Vale explicar que a Apple fechou um acordo de exclusividade com a operadora de telefonia AT&T. Só os clientes da AT&T poderiam falar no iPhone. Mas o plano de celular do garoto era da T-Mobile. E aí ele foi à luta. Precisou de mais de 500 horas de trabalho para fazer o seu iPhone funcionar na T-Mobile. Seu blog oferece um guia, passo a passo, de como fazer o mesmo (olhar na coluna da direita).
Mas o que esse garoto de 17 anos nos diz?
Além de ser mais uma prova do poder do consumidor na Era Digital, razão de existir desse blog, o episódio me diz que acordos como os da Apple com a AT&T estão com os dias contados. Para mim esse tipo de acordo é um jeito antigo de fazer negócios. É antipático. Pode até ser um bom negócio para Apple no curto prazo, mas acho que não tem vida longa. Mais cedo ou mais tarde garotos como o George Hotz descobrem uma saída que rapidamente se espalha no boca a boca digital.
Mas o maior prejuízo nesse caso é para a imagem da Apple. Uma empresa moderna, antenada e inovadora não deveria obrigar as pessoas a abrir uma conta na At&T para usar seu iPhone. Minha opinião. Isso mostra uma faceta antiquada da empresa. Não combina com o Zeitgeist dessa nova geração, que você vê nas propagandas da Apple usando seus iPods. Como já escrevi nesse blog, em referência a uma coluna do El Pais, “essa geração não compactua com o individualismo típico dos anos 90. Essa turma das comunidades virtuais, da Wikipedia e dos blogs tende a ser mais solidária, mais participativa e mais ativa que a geração passada. Nutrem a convicção, e a ilusão, de que ao agir dessa maneira podem ajudar a construir um mundo melhor. São entusiastas da abertura, da liberdade e da divisão do conhecimento”. Essa é a geração de garotos como o George Hotz.
Terça-feira, Agosto 14, 2007
Cambrian House, Home of Crowdsourcing
Crowdsoursing,
Já ouviram falar disso? É um novo tipo de empresa. A idéia é recrutar não pessoas, mas uma rede colaborativa. O cliente vem com um problema e a empresa coloca a questão na sua rede e a solução é criada colaborativamente.
A definição já está no wikipedia
Crowdsourcing is a neologism for the act of taking a job traditionally performed by an employee or contractor, and outsourcing it to an undefined, generally large group of people, in the form of an open call. For example, the public may be invited to develop a new technology, carry out a design task, refine an algorithm or help analyze large amounts of data.
Segunda-feira, Agosto 13, 2007
inclusão digital no Brasil, mais um estudo
Inclusão digital no Brasil é ruim, diz estudo
Quarta-feira, 08 de agosto de 2007 - 17h38
BRASÍLIA - O Brasil tem muitos programas de inclusão digital, mas eles não são suficientes.
A maioria destes programas conta com financiamento estatal, mas esses planos são insuficientes para superar as amplas desigualdades no acesso às novas tecnologias, segundo demonstrou um estudo.
O ritmo lento da promoção do acesso da população brasileira mais pobre à informática e à Internet fará com que o país leve décadas para alcançar os níveis de uso das novas tecnologias nos países avançados, segundo o trabalho "Mapa das Desigualdades Digitais".
O estudo, elaborado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), junto com o Ministério da Educação e o Instituto Sangari, diz que o atual quadro de disparidades regionais e sociais do acesso à Internet no Brasil pode se agravar no futuro se não houver medidas do Estado.
"Há uma preocupante fragmentação e setorização das estratégias de inclusão digital, pela ausência de uma política pública do Estado que estabeleça as metas, as estratégias, os investimentos necessários buscando diminuir as desigualdades existentes", informa o relatório.
Recentemente, o governo federal anunciou investimentos de 400 milhões de dólares até 2010 para levar ferramentas de informática a 130 mil escolas públicas.
Um trabalho anterior da Ritla sobre tecnologia da informação na educação havia demonstrado que a falta de infra-estrutura e a violência nas periferias mais carentes impediam a superação da exclusão digital.
Os dados sobre o acesso à Internet no país mostram ainda uma reprodução da exclusão social reinante. Assim, nos Estados mais pobres, como Alagoas, o acesso à Internet de setores socialmente marginalizados, como a maioria da população negra, é de apenas 0,5 por cento do total do grupo.
No outro extremo, 77 por cento dos brancos no Distrito Federal têm acesso à Internet. A capital é a região do país com maior índice de desenvolvimento humano.
Quinta-feira, Agosto 09, 2007
Os Custos da Desigualdade. 2007
esse vídeo mostra um debate sobre o custo da desigualdade.
No meio da fala do prof. Ladislau Dowbor ele fala sobre uma rede de inovações sociais criadas por uma rede digital entre pequenas comunidades da índia. Muito interessante.
vejam!
