Terça-feira, Janeiro 13, 2009

Review do livro : O imaterial

O Imaterial O Imaterial by Andre Gorz

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rating: 5 of 5 stars
Gorz é um filósofo de origem marxista. Neste livro ele fez um excelente trabalho ao discutir as mudanças trazidas pela revolução da tecnologia, na produção de bens e serviços digitais. Esses bens digitais dependem, cada vez mais da capital humano ou capital de conhecimento ou imateriais.

Uma das discuções seu raciocínio de que à medida que a produção de bens digitais economiza mão-de-obra, a partir da segunda unidade produzida, no fim isso terá impacto no valor do trabalho para a economia como um todo.

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review do livro: Technology and Social Inclusion: Rethinking the Digital Divide

Technology and Social Inclusion: Rethinking the Digital Divide Technology and Social Inclusion: Rethinking the Digital Divide by Mark Warschauer

My review


rating: 5 of 5 stars
Foi este livro que serviu de inspiração para o tema da minha pesquisa no mestrado de sociologia. Eu queria escrever sobre inclusão digital, mas não sabia, na época qual a abordagem.

Depois de conhecer esse livro, pude alinhar uma série de conceitos. Por exemplo qual a relação entre inclusão digital e inclusão social? Além disso o autor faz uma crítica ao conceito ou visão de inclusão digital, ainda corrente, que pensa apenas no acesso, no proplema de como conectar as pessoas, mas se esquece com o que vem depois do acesso que é o uso, a apropriação daquilo que está sendo acessado.

O acesso é sempre bem vindo. Todos devem ter acesso. Isso não se discute. Mas quando se pretende que esse acesso tenha consequencias sociais mais profundas, algo mais precisa ser feito. É preciso cuidar e analisar quais as ações estão acompanhando essa conexão, para que ela seja de fato apropriada por que a usa. Para que as pessoas não sejam apenas consumidoras de informação, mas sejam também produtoras, não só de perfis no orkut (o que é muito legal), mas também do wikipedia, gerando conhecimento.

O livro já está um pouco desatualizado, mas continua sendo uma referência para todos que querem estudar o tema da inclusão digital e a sua relação com mudança social. Educadores, gestores públicos, ongs, empreendedores e estudantes de ciências sociais são público primário desse livro.

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Segunda-feira, Janeiro 12, 2009

Review do livro : A cultura do Novo Capitalismo

A Cultura do Novo Capitalismo A Cultura do Novo Capitalismo by Richard Sennett

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rating: 4 of 5 stars
Richard Sennett é um sociólogo já conhecido, por suas análises das implicações sociais advindas das mudanças no capitalismo. Veja, por exemplo, outro livro seu "A corrosão do Caráter".

Neste livro, que é uma coletânea de palestras, Sennett, retoma o tema e o revisita quase 10 anos depois, falando das mudanças recentes no capitalismo do final do século XX. Basicamente o livro tem três temas: "como as instituições vêm mudando; qual a relação do medo de se tornar supérfluo ou de ficar para trás com a questão do talento na "sociedade da capacitação"; o que o comportamento em relação ao consumo tem a ver com as atitudes políticas".

O Livro procura mostrar que os valores básicos, apregoados pelos principais atores do mercado capitalista, a saber, trabalho, talento e consumo, como instrumentos para dar maior liberdade ao ser humano, não estão cumprindo o que prometem.

Para Sennett as mudanças na forma como as instituições passaram a ser organizadas acabou gerando um baixo nível de lealdade institucional, a diminuição da confiança informal entre os trabalhadores e o enfraquecimento do conhecimento organizacional. Em resumo uma diminuição no capital social, isto é, na capacidade das pessoas se envolverem com outras numa relação de confiança, para execução de um projeto. Bom, basta olhar para a maioria das grandes corporações em cidades como São Paulo e Rio, para concordar com Sennett.

O que mais me chamou a atenção neste livro foi o segundo capítulo sobre o fantasma da inutilidade que ronda a todos os trabalhadores nesta fase do capitalismo. Seja por causa da oferta global de mão-de-obra (pergunte aos operários americanos..e brasileiros sobre os chineses e indianos), o processo de automação (eu já fui caixa bancário e sei o que é isso) e a gestão do envelhecimento ( é o que estou fazendo neste momento da vida). O Resultado é medo e ansiedade por nunca está atualizado o suficiente.

Por fim, Sennett nos fala sobre o efeito do incentivo ao consumo como forma de sustentação do sistema, que ele chama de "paixão autoconsumptiva", que é uma combinação de intemperança e desperdício. Essa forma de consumir, apregoada pelo players do sistema, se enraízam na forma de mudança cultural e moldam não só a forma como consumimos produtos, mas também como nos comportamos como cidadãos. Nos tornamos consumidores da política como se fosse apenas mais um produto. Nos tornamos mais passivos, aceitamos a política que é de melhor utilização e por aí vai.

Recomendo a leitura deste livro para todos que precisam ou tem interesse no estudo das mudanças que o mundo tem passado desde o século XX, nos campos da economia, tecnologia e cultura. Mesmo para o leitor mais geral, tem muito o que aprender e a se perguntar como estamos lidando com essas mudanças.

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Sexta-feira, Janeiro 09, 2009

Um mundo de possibilidade

Tudo depende de como vemos a vida. Nesse vídeo fascinante Benjamin Zander mostra como é possível ir além do que estamos acostumados. Vejam que maravilha.

Este post é off-topic. Mas eu fiquei tão fascinado como este maestro demonstrou que a vida e o trabalho podem ser vividos de maneira diferente que eu decidi postar aqui. Não parem de assistir até que ele traga ao palco um garoto de 15 anos e o ajude a desenvolver seus dons musicais. Vejam que fascinante.